É carnaval

-Fiquei legal vestida de pobre?

-Me dá água aí minha tia

-Boa noite,ralé!

-Cinco plásticas só no calcanhar

-Visão beleza do camarote da pobreza

-Bate logo essa foto,lerdeza
Esse post foi publicado de terça-feira, 16 de fevereiro de 2010 às 15:55, e arquivado em Categoria única. Você pode acompanhar os comentários desse post através do feed RSS 2.0.
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16 de fevereiro de 2010 às 22:12
Lilian, quando eu vi Elza Soares na Sapucaí, pela TV, fiquei assustada…imagine ao vivo, garota! Isto é que é querer aparecer, sem o menor semancol…Nem Dercy, aos 100 anos de idade estava tão esquisita. Elza, por não querer envelhecer com dignidade, tá parecendo filhote de Frankstein.
Dilma, essa descarada, que frequenta até aniversário de boneca e de bichinho de estimação, se os convidados tiverem título de eleitor, também é outra que não enxerga o ridículo de tudo o que está fazemndo…não tem cara de carnavalesca nem de povo, e fica insistindo em mostrar uma Dilma que não existe e prá ser bem sincera, o original, tipo dama de ferro, é muito melhor, até porque não nos faz sentir enganados!
Ah, a pobrezinha da Paris Hilton, até de trapinhos percebe-se que não é qualquer uma, né? A bichinha apesar de “devassa”, é bonita e tem classe. E o gato que está com ela, será o atual boyfriend dela?
17 de fevereiro de 2010 às 0:07
Lilian estas fotos foram do carnaval de Itpirá City??
17 de fevereiro de 2010 às 10:55
É Lílian, pareçe que Paris Hilton gosta mesmo do Brasil. O Grupo Schincariol por não conseguiu sucesso com sua “Nova Schin” aqui em Sampa e no Rio, decidiu lancar neste carnaval uma nova cerveja: “DEVASSA”. Agora imagine quem é a garota propaganda? http://www.youtube.com/watch?v=BMmePzkue9g
Ninguém melhor representaria a categoria.
Abraços,
Ren@to S@ntos
17 de fevereiro de 2010 às 13:35
E a propaganda foi legal, não é, Renato? Transeuntes e praianos da zona sul do Rio participaram da propaganda; pelo menos ficou bem natural.
17 de fevereiro de 2010 às 15:08
Lilian, não sei quem inventou de colocar Elza Soares no Carnaval de Salvador, você acredita? Pense na maluquice, ela mal sabia cantar a letra de “Aquele abraço” só ficava berrando enquanto um rapaz cantava em seu lugar…
Este camarote da pobreza é sempre um lugar de irreverência no carnaval. Vou dizer, como ralé, a gente curte muito mais. Não entendo essa de “curtir” carnaval em camarote.
17 de fevereiro de 2010 às 17:18
Lilian, carnaval já era , por favor ….noticias de ventania…soube que ele andou por aqui, atras de um Ipiraese que está no diretório do PT…ele não está nada contente e disse se preciso for usará seus cascos ….
18 de fevereiro de 2010 às 10:16
… A população negra, esmagadora maioria, fica restrita aos seus blocos, com uma espécie de apartheid estranho, com notada segregação. Além de cotovelados pelos cordeiros para ficar distantes. Como também é observado no carnaval dos camarotes, da “elegância do dinheiro”, com as presenças das tais celebridades. Enfim, o carnaval da Bahia é uma espécie de Amazonas que atravessa o Rio Negro sem que as águas se misturem.
(Samuel Celestino no site Bahia Notícias)
18 de fevereiro de 2010 às 12:58
Não sou racista, o que vejo sempre é um racismo às avessas… querido Samuel…saiba que o buraco é mais embaixo…as aguas do “Negro” acabam se misturando sim com as do Amazonas e juntas são engolidas pelas forças do Oceano Atlantico…sempre foi e sempre será assim, afinal: é o curso natural da vida…pior era no Império Romano…kkk
19 de fevereiro de 2010 às 8:27
Só no blog de Lilian temos essas discussões acaloradas, por isso vou discordar de algumas opiniões acima. Sou folião pipoca (não saio em blocos ou compro camarotes) há mais de 12 anos e não troco o carnaval em Salvador por nada, porque ele é muito maior que os blocos de trio e os afros e os camarotes e etc. O carnaval de Salvador não acontece apenas nos circuitos, mas também nas vias que dão acesso a eles, nas barracas, nas ruas, nas ladeiras, nos encontros e desencontros, nos pontos de ônibus, nos tabuleiros das baianas, locais onde você conhece pessoas, troca idéias, etc. Carnaval se ouve de rock a pagode, de forró a axé, de frevo a brega, de mpb a samba, de antigas marchinhas a música eletrônica…esse é o nosso maior diferencial, nosso carnaval é um festival de música!
19 de fevereiro de 2010 às 11:52
Sinceramente Helena, não gostei da propaganda, nem da garota propaganda, muito menos do nome (Devassa). Quando tomo cerveja, penso no sabor da bebida e no prazer de boas companias. Acho que exageraram. Agora precisa ser saborosa, senão será pior que a “Nova Schin” daqui.
Abraços,
Renato
19 de fevereiro de 2010 às 13:31
Carlos, também no Rio, acho que o carnaval está renascendo, o carnaval de verdade, o expontâneo, o de graça, o dos enontros nas ruas e regado a muitas fantasias individuais e a muita alegria. Não gosto de carnaval, mas confesso que achei muito bacana as centenas de blocos de rua, no Rio, carregando mais de um milhão de foliões, como foi o caso do Bola Preta. Carnaval com a separação através de corda, dançando melhor e com mais segurança os com abadás e os de fora discriminados…eu, não conseguiria ficar bem em nenhum dos dois lados. Depois, êsse negócio de trio e axé, as mesmas músicas e os mesmos axezeiros, não leve a mal, não tenho mais pachorra prá isto faz tempo.
As situações que vc explicita, parecem muito mais bacanas.
Renato, eu disse que a propaganda ficou legal, com a participação do pessoal que passava na rua e ela é uma mulher bonita, com certeza. O nome Devassa, parece que querem se referir a uma “loiruda” , a cerveja como vocês homens costumam chamar…no mais, não bebo mais e não gosto de loiras nem morenas, nem ruivas, nem negras,KKkK…se ainda fôsse um George Clouney, talvez valesse a pena experimentar um gole,KKKK…
22 de fevereiro de 2010 às 12:03
Helena, fiquei feliz ao ver os blocos de rua invandindo a Cidade Maravilhosa, e eu acho que é assim que tem que ser por aqui também. Nos dias que antecedem a festa de Momo, alguns blocos de rua (em proporção muito menor) saem pela Barra arrastando os foliões. Quem sabe não seja o recomeço por aqui também. O carnaval da Bahia não é só axé, é também axé. E particularmente, axé music são aquelas músicas dos anos 80 e 90, são os ijexás, o culto aos deuses afro, as poesias dedicadas à cidade. Não considero todas as músicas de hoje como axé (algumas são), e com certeza os pagodes não estão incluídos.
O carnaval de hoje é para mim uma constante volta ao passado e entretenimento!