O grande Mundinho
by lilian on agosto 15, 2012
Há muito tempo que eu queria conhecer de perto a figura de Mundinho de Almir. É assim que ele é conhecido lá na região do povoado do São Roque. Era final de tarde de uma sexta-feira deste mês de agosto,quando ele entrou no comitê do candidato a prefeito do município de Ipirá, Marcelo Brandão. A todos ele estendeu a mão com um sorriso meio tímido e ao mesmo tempo carismático. Observei de cara o seu jeito simples de se vestir. Nos pés, apenas um chinelo de dedo tipo havaianas que virou sua marca registrada. É fácil perceber em sua essência, o verdadeiro perfil de um homem humilde do interior. Depois de sentar-se numa cadeira ao lado da minha, olhou com atenção a capa de uma agenda que se encontrava ali na mesa de centro e falou: “Estudei somente até a 4ª série…” E folheou algumas páginas. “Tremi na frente do juíz quando fui lá provar que eu não sou analfabeto, mas eu consegui.” Falou com entusiasmo. Quantas vezes você já foi eleito a vereador, perguntei. “Três vezes”, respondeu ele num tom mais animado. “Em todas as vezes que eu fui eleito, tive mais de mil votos. Menos na primeira vez que eu me candidatei. Perdi, mas tive mais de 500 votos.” Continuou ele a me contar com detalhes, sua trajetória política. “Você sabe? Ali na minha região todo mundo conhece o sofrimento. Eu tenho uma vida inteira dedicada àquele povo. Na eleição passada eu tive 1.174 votos e não fui eleito, mas mesmo assim continuei trabalhando. Mais ainda! Porque veio a seca e o sofrimento aumentou.” O que exatamente você faz em sua região, indaguei. “Corro de dia e de noite socorrendo gente, o povo me chama a qualquer hora do dia ou da noite e eu estou sempre pronto pra levar no hospital, ao posto de saúde, a uma clínica, a minha vida é isso, ganhando ou perdendo eu não paro porque eles precisam de mim. No começo me chamavam de o homem da carroça, era só o que eu tinha e eles achavam que sendo pobre eu não ia ganhar. Foi aí que no dia que eu fui eleito eu desfilei pela cidade em minha carroça.” Quando eu quis saber de onde veio a idéia pra que ele se candidatasse ele continuou. “Ah, foi em 1992. Dr.Roberto Cintra e Dr.Delorme foram ao povoado do São Roque.” Um brilho diferente inundou de alegria os olhos do candidato que momentos atrás eram quase tristes e ele prosseguiu. “Doutor Roberto me chamou e disse: Mundinho você vai ser nosso vereador. Eu dei um pulo pra trás, botei a mão no coração pra agüentar o choque, olhei pra mim assim e disse doutor, eu não tenho nada, só uma carroça, sou um pé de chinelo, não tenho estudo. Mas não teve jeito, quando eu vi,até a meninada gritava, Mundinho vai ser vereador! Veio a eleição e eu tive 506 votos. Perdi. Mas não fiquei triste e nem podia porque mais de 500 pessoas acreditaram em mim, né? Em 1996 eu me candidatei novamente, desta vez, na eleição de Doutor Luiz Carlos e ganhei. Mais de mil votos. E depois fui reeleito.” Na eleição passada você não foi eleito. Como foi sua reação? “Normal. Ganhando ou perdendo eu continuo servindo a quem precisa porque é o que eu sei fazer. Nunca mudei de lado. Podem me oferecer milhões, eu nem converso. Dinheiro nenhum no mundo me compra. Não é riqueza que eu quero. É poder olhar sempre nos olhos dos meus filhos e dos meus eleitores. Me lembro do orgulho que a minha família sentiu quando me viu pela primeira vez de terno.Até sapato eu usei na posse.Os meninos tomado banho e arrumados pra me ver sair,foi uma festa no povoado.” E lá na câmara você discursou, interrompi. “Claro, nunca tive medo de falar na tribuna, eu sei que não sou doutor, mas o meu povo também não é. Eu sou o retrato da minha gente no vestir, no falar e no caminhar. Cuidado pra eu não ficar bonito demais na internet”, avisou ele em tom de brincadeira. “Eles vão dizer ó pra Mundinho como ficou besta!” E sorrindo me agradeceu com o olhar direto e um aperto de mão firme de quem inspira confiança. Eu teria ficado horas ali conversando com Mundinho se o celular dele não tivesse tocado pra avisar que alguém estava precisando da sua ajuda. “Eu vou indo, obrigado por tudo”. Agradeceu novamente e saiu apressado. O acompanhei com os olhos quando ele arrancou em seu carro popular e vi quando antes de virar à direita na primeira esquina, ele acenou para alguém. Pensei no homem da carroça que ficou para trás. E vi o mesmo Mundinho de Almir. Só que agora, bem mais veloz.
Jus ao título
by lilian on agosto 11, 2012
Esta foto foi feita pelo meu amigo Rhey de Sá, em (05/08), na II Parada Gay GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) de Ipirá. Sou eu com a “Rainha do Orgulho Gay”, as aspas são porque este título dado à belíssimaTanucha Taylor não é de minha autoria e sim do site www.ipiranegocios.com.br que fez inclusive, uma matéria completa sobre o evento.Eu achei incrível o desfile que repetiu o mesmo sucesso da primeira parada e entrou para o calendário festivo do município.Parabéns a todos os participantes,aos organizadores e toda população que sempre acompanha demonstrando respeito e total aceitação à diversidade, dizendo NÃO à homofobia.
Cordel foi o tema
by lilian on agosto 6, 2012
Foi neste sábado passado, 04/08/2012 a festa realizada por Alberto Pires para comemorar seu aniversário. Este ano o tema escolhido foi Literatura de Cordel. O artista usou toda sua criatividade para receber os amigos com uma festa incrível que só terminou às 7 da manhã no domingo. Havia em todo canto um toque do bom gosto, a principal característica do aniversariante. Todos comentavam com entusiasmo cada detalhe, a começar pelos convites que foram enviados em saquinhos pardos, aqueles que se usam nas biroscas para embalar caixinhas de fósforos. (Achei o máximo!) Muito criativas também as “trouxas” contendo doces e salgados que iam pras mesas. A dupla Gileno e Ronaldo tocaram todos os ritmos,para a alegria dos convidados que não paravam de dançar. Parabéns, Alberto que o sucesso seja uma constante em sua longa vida!Leia abaixo um poema de Cordel de minha autoria, feito para ele. Outros amigos como Fabio Menezes e Digão também fizeram
Poema Lunar
Foi no mês de agosto
Na cidade de Ipirá
Que nasceu um garoto
E sua história eu vou contar
Caçula de Dona Florisa
Seu pai se chamava Tino
De Alberto Luiz Pires Silva
Foi batizado o menino
Teve a infância mais feliz
Que uma criança podia ter
Dona Florisa até hoje diz
Ele gostava era de correr
Mas foi num cavalo alado
Que um dia ele inventou
Que partiu tão apressado
Que nem o rastro ficou
Nem a pomba mais ligeira
Nesse dia lhe alcançou
Ninguém acreditava
Na criançada da rua
Mas todos ali falavam
Alberto voou pra lua
Home deixe de mentira
Dizia seu Tino zangado
Foi sim num foi Zulmira?
Ele voou num cavalo alado
E assim toda noite
A história se repetia
E ninguém nunca soube
Se era real ou fantasia
Só se sabe hoje em dia
Que o menino virou poeta
E que apareceu na lua
Uma nova descoberta
Encontraram um poema
Feito na pedra lunar
Com uma letra tão pequena
Mal se pode enxergar
Mas descobriram o autor
E se trata de um menino
No final ele dedicou
“Para o meu pai Tino”
Casal Feliz
by lilian on julho 20, 2012
Pessoal eu voltei. E para recomeçar com o pé direito, nesse meu primeiro post eu gostaria de falar sobre a união de Pati e Marcos que aconteceu sábado passado (14/07/2012), aqui em nossa Ipirá city, lá na Soft Fest. Festa linda que eu não poderia deixar de registrar. O casal mais fofo da cidade recebeu os amigos para comunicar que estão felizes e para sempre juntos a partir de então morando no mesmo endereço, não é lindo?! Pati e Marcos parabéns, felicidades sempre!











